Os ativos em águas profundas do Brasil precisam de dados confiáveis para apoiar campanhas de inspeção. O monitoramento subsea de longa duração pode ajudar operadores a entender mais cedo o comportamento dos ativos, reduzir o tempo de embarcação, melhorar a segurança e apoiar um planejamento de inspeção mais eficaz, afirma Andre Moura, Vice-presidente da Sonardyne no Brasil.
Trabalhando no Brasil, vejo todos os dias como este mercado offshore é exigente e como ele está mudando rapidamente. Nossa indústria opera em águas profundas e em campos do pré-sal, longe da costa, com infraestrutura subsea de alto valor que precisa funcionar com segurança por muitos anos.
Ao mesmo tempo, os operadores estão sob pressão para aumentar a eficiência, reduzir o impacto ambiental e manter as pessoas longe de atividades offshore perigosas sempre que possível.
Operadores e empresas de serviços no Brasil já entendem o valor da inspeção. Campanhas com veículos operados remotamente (ROVs), embarcações de survey e programas de integridade são essenciais, mas a inspeção muitas vezes mostra apenas um momento específico. Ela pode indicar que algo mudou, mas nem sempre quando a mudança começou, com que velocidade evoluiu ou o que aconteceu entre uma campanha e outra.
É aqui que vejo uma oportunidade clara. Os operadores brasileiros podem usar o monitoramento de longa duração para construir uma visão mais contínua de como os ativos subsea estão se comportando. Isso faz parte de um movimento mais amplo em direção a sensores subsea inteligentes, comunicações submarinas sem fio e embarcações de superfície não tripuladas (USVs). As USVs podem ajudar a coletar ou recuperar dados com menor dependência de campanhas convencionais com embarcações, contribuindo para reduzir emissões de carbono e a exposição de pessoas a ambientes offshore perigosos.





























