Sonardyne
Support Centre

Author:

Andre Moura Vice-presidente, Brasil, Sonardyne

Por que o mercado subsea no Brasil precisa de mais inteligência entre as inspeções

22092026

Os ativos em águas profundas do Brasil precisam de dados confiáveis para apoiar campanhas de inspeção. O monitoramento subsea de longa duração pode ajudar operadores a entender mais cedo o comportamento dos ativos, reduzir o tempo de embarcação, melhorar a segurança e apoiar um planejamento de inspeção mais eficaz, afirma Andre Moura, Vice-presidente da Sonardyne no Brasil.

Trabalhando no Brasil, vejo todos os dias como este mercado offshore é exigente e como ele está mudando rapidamente. Nossa indústria opera em águas profundas e em campos do pré-sal, longe da costa, com infraestrutura subsea de alto valor que precisa funcionar com segurança por muitos anos.

Ao mesmo tempo, os operadores estão sob pressão para aumentar a eficiência, reduzir o impacto ambiental e manter as pessoas longe de atividades offshore perigosas sempre que possível.

Operadores e empresas de serviços no Brasil já entendem o valor da inspeção. Campanhas com veículos operados remotamente (ROVs), embarcações de survey e programas de integridade são essenciais, mas a inspeção muitas vezes mostra apenas um momento específico. Ela pode indicar que algo mudou, mas nem sempre quando a mudança começou, com que velocidade evoluiu ou o que aconteceu entre uma campanha e outra.

É aqui que vejo uma oportunidade clara. Os operadores brasileiros podem usar o monitoramento de longa duração para construir uma visão mais contínua de como os ativos subsea estão se comportando. Isso faz parte de um movimento mais amplo em direção a sensores subsea inteligentes, comunicações submarinas sem fio e embarcações de superfície não tripuladas (USVs). As USVs podem ajudar a coletar ou recuperar dados com menor dependência de campanhas convencionais com embarcações, contribuindo para reduzir emissões de carbono e a exposição de pessoas a ambientes offshore perigosos.

A green and black autonomous surface vessel (ASV) floats on water with the Rio de Janeiro skyline, mountains, and Christ the Redeemer statue in the background.
A green and black autonomous vessel named TIDEWISE is lifted against a blue sky, showing its propellers and a red sensor on the underside.
USBL being used on a USV to track underwater AUVs
A green and black autonomous surface vessel (ASV) floats on water with the Rio de Janeiro skyline, mountains, and Christ the Redeemer statue in the background.
A green and black autonomous vessel named TIDEWISE is lifted against a blue sky, showing its propellers and a red sensor on the underside.
USBL being used on a USV to track underwater AUVs

O Brasil já é um mercado orientado por risco. Segurança, confiabilidade, proteção ambiental e continuidade da produção são sempre fundamentais. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) reforça isso por meio do Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional de Sistemas Submarinos (SGSS) e do Sistema de Gerenciamento da Integridade de Poços (SGIP).

 

Esses regimes exigem evidências de que os riscos são compreendidos, o desempenho é gerenciado e os ativos estão operando conforme esperado. Em águas profundas no Brasil, isso importa. O tempo de embarcação é caro e inspeções não planejadas por falhas podem ter alto custo. Fadiga, movimento ou carregamentos incomuns podem reduzir a vida útil de infraestruturas críticas. Entender o comportamento dessas estruturas permite otimizar campanhas de inspeção.

Por que campanhas de inspeção não são suficientes por si só?

As perguntas técnicas são familiares para qualquer pessoa que trabalhe com integridade subsea.

  • Um riser está vibrando de uma forma que afeta sua vida de fadiga?
  • Um duto está sofrendo walking, flambagem ou desenvolvendo um vão livre?
  • O movimento de uma flowline está aumentando cargas em conectores ou estruturas próximas?
  • Uma linha de amarração está se comportando de forma diferente do restante do sistema?
  • As mudanças estão acontecendo entre campanhas de inspeção sem serem vistas cedo o suficiente?
Underwater scene with a yellow robotic device clamped onto a large pipeline on the seabed. A fish swims in the background, and a rectangular object is visible to the right.
Underwater scene with a yellow robotic device clamped onto a large pipeline on the seabed. A fish swims in the background, and a rectangular object is visible to the right.

Para mim, o principal desafio não é simplesmente coletar mais dados. É obter informações úteis cedo o suficiente para agir. Fluxos de trabalho baseados em inspeção e recuperação de data loggers podem envolver mobilização, operação offshore, recuperação de dados, processamento e análise de engenharia. Quando tudo isso acontece, a resposta para uma questão de integridade pode chegar muito depois do comportamento ter ocorrido.

Insights mais cedo dão mais opções: inspeção direcionada, revisão de limites operacionais, monitoramento mais próximo ou mitigação planejada. Eles também apoiam a digitalização e a automação, porque as decisões podem se basear em informações mais frequentes vindas do campo.

Como o monitoramento subsea de longa duração pode ajudar operadores offshore no Brasil?

Essa é a lacuna que o Observer foi criado para preencher. Ele é nosso sistema wireless de monitoramento de integridade de ativos subsea de longa duração, desenvolvido para permanecer junto ao ativo e transformar movimento, vibração, carga e comportamento estrutural em informações úteis de integridade ao longo do tempo. Ele combina sensores inteligentes, processamento de dados a bordo, registro de dados, telemetria acústica e monitoramento de movimento em alta e baixa frequência para infraestruturas como dutos, risers, sistemas de amarração, umbilicais e cabeças de poço.

Isso é importante porque nem toda decisão deve esperar que os dados brutos sejam recuperados e processados em terra. O Observer pode processar informações no próprio ativo, armazená-las no subsea e disponibilizar indicadores de condição, alertas e tendências por meio acústico. Em vez de descobrir apenas na próxima inspeção que algo mudou, os operadores podem ver sinais de movimento, vibração, mudança nos padrões de carga, ultrapassagem de limites ou indicadores de fadiga mais perto do momento em que acontecem.

Para a frota brasileira de unidades flutuantes de produção, armazenamento e transferência (FPSOs), isso cria um forte argumento para o monitoramento de amarrações ao longo da vida do campo. Linhas de amarração, âncoras e estruturas relacionadas ao turret estão expostas a carregamentos de longo prazo, eventos meteoceanográficos e mudanças operacionais. Ao acompanhar como essas estruturas se comportam ao longo do tempo, o Observer pode ajudar os operadores a entender se um sistema de amarração está estável, mudando gradualmente ou respondendo de forma diferente após um evento, para que a inspeção seja focada onde é mais necessária.

A mesma lógica se aplica a risers, flowlines e dutos. Risers são afetados pelo movimento da unidade, correntes, fluxo interno e vibração. Flowlines e dutos podem sofrer walking, flambagem, vãos livres, movimento do leito marinho e acumular fadiga local. Se essas mudanças não forem vistas cedo, elas podem aumentar cargas e elevar o risco de intervenção ou parada.

As medições de alta frequência do Observer apoiam a avaliação de vibração e fadiga, enquanto seu monitoramento de movimento em baixa frequência pode ajudar a identificar creep, walking ou mudança de posição. Na prática, isso significa que os operadores podem usar dados de monitoramento para priorizar a próxima campanha com ROV, confirmar se uma condição conhecida está evoluindo e decidir se é necessário aumentar a vigilância ou planejar mitigação.

Também é relevante para fluxos de trabalho de monitoramento relacionados a poços. O Observer não substitui procedimentos obrigatórios de verificação de barreiras de poço, mas a mesma abordagem de baixo consumo, com dados recuperáveis acusticamente, pode apoiar o monitoramento e a verificação subsea ao manter os dados junto ao ativo e disponibilizá-los quando necessário.

Onde o Observer pode apoiar o monitoramento de integridade subsea no Brasil?

  • Monitoramento de amarrações de FPSOs
  • Monitoramento de risers, flowlines e dutos
  • Fluxos de trabalho de monitoramento e verificação subsea relacionados a poços
  • Operações de perfuração e monitoramento de fadiga de cabeça de poço
  • Monitoramento de longa duração no leito marinho e aquisição autônoma de dados

O Brasil já está avançando nessa direção. A Sonardyne tem uma longa trajetória local em monitoramento de integridade subsea, incluindo sistemas permanentes de monitoramento de risers para ativos da Petrobras. Também estamos envolvidos no desenvolvimento de monitoramento autônomo do leito marinho com Shell Brasil, Petrobras e SENAI CIMATEC.

O projeto On Demand Ocean Bottom Node (OD OBN) usa tecnologias de comunicação acústica e óptica da Sonardyne, com uma matriz piloto de 600 nós protótipo parcialmente implantada no campo de Mero, no pré-sal offshore do Brasil.

Para mim, o caso do Observer no Brasil é simples: operadores e empresas de serviços não precisam de mais dados apenas por ter mais dados. Eles precisam saber quais ativos estão estáveis, quais estão mudando e quais precisam de atenção mais próxima.

Empresas de serviços podem usar essas informações para oferecer monitoramento de maior valor, planejamento de inspeções e serviços de integridade orientados por dados.

Essas evidências podem apoiar o planejamento de inspeções baseado em risco, trabalhos de extensão de vida útil e intervenções direcionadas, ao mesmo tempo em que reduzem dias desnecessários de embarcação, melhoram a segurança, diminuem emissões e ajudam o Brasil a usar dados subsea não apenas para confirmar o que aconteceu, mas para entender o que está acontecendo.

Sobre o autor

André Moura é vice-presidente da Sonardyne Brasil. Radicado no Rio de Janeiro, ele possui quase 20 anos de experiência em tecnologias de posicionamento, navegação, comunicação e monitoramento submarinos, trabalhando em estreita colaboração com clientes dos setores de energia offshore, ciências marinhas e atividades marítimas em toda a América do Sul.

Monitoramento sem fio e inteligente da integridade de ativos submarinos

Observer

O Observer oferece monitoramento inteligente avançado para a gestão da integridade em tempo real de infraestruturas submarinas em toda a indústria de energia offshore.

Observer hero image

Tecnologia em ação

FAQ

Por que o monitoramento subsea é importante no Brasil?

Os campos offshore brasileiros costumam estar em águas profundas, em áreas remotas e tecnicamente complexas, por isso os operadores precisam de dados confiáveis para gerenciar integridade de ativos, segurança e continuidade da produção.

 

O que é monitoramento subsea de longa duração?

Monitoramento subsea de longa duração usa sensores instalados sobre ou perto da infraestrutura offshore para entender o comportamento dos ativos por períodos prolongados, reduzindo a dependência de inspeções isoladas.

 

Como o Observer apoia o monitoramento de integridade subsea?

O Observer monitora movimento, vibração, carga e comportamento estrutural, processa dados no subsea e permite a recuperação acústica de dados sem esperar pela recuperação completa do sistema.

 

Como dados melhores podem reduzir o tempo de embarcação?

Dados de melhor qualidade e acesso mais rápido às informações ajudam os operadores a direcionar inspeções e intervenções para onde elas são mais necessárias, reduzindo viagens offshore desnecessárias e melhorando o planejamento.